Cerimónia reuniu a Secretária de Estado para a Ciência e Inovação, Bastonário da Ordem dos Médicos, antigos Presidentes do CEMP e Presidente da ANEM
O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) formalizou, na passada sexta-feira, dia 23 de outubro, a sua constituição numa cerimónia solene que reuniu, na Universidade Nova de Lisboa, representantes das Escolas Médicas Portuguesas, membros do Governo, o Bastonário da Ordem dos Médicos, antigos Presidentes do Conselho e a Presidente da ANEM, num momento que marcou uma nova etapa na afirmação e consolidação institucional do CEMP, reforçando a importância da cooperação entre as Escolas Médicas Portuguesas e o seu contributo para o futuro da formação médica em Portugal.
O momento central da cerimónia foi a assinatura da escritura pública de formalização do CEMP, que concretizou juridicamente um percurso de cooperação desenvolvido pelas Escolas Médicas Portuguesas e consolidou o Conselho enquanto estrutura de representação e concertação conjunta.
A formalização do CEMP pretendeu reforçar a capacidade das Escolas Médicas Portuguesas para promover uma intervenção articulada em matérias estratégicas para o ensino médico, para a formação dos profissionais de saúde e para a resposta aos desafios que se colocam ao sistema de saúde português.
Durante a cerimónia foi igualmente reconhecido o percurso dos anteriores Membros e Presidentes do CEMP e o contributo que deram para a construção e afirmação do Conselho. A presença de antigos dirigentes permitiu assinalar a continuidade de um projeto institucional que foi sendo consolidado ao longo dos anos e que encontrou, com a formalização jurídica, uma nova expressão.
A presença dos responsáveis governamentais conferiu igualmente particular significado à cerimónia, evidenciando a relevância do diálogo entre as Escolas Médicas Portuguesas e os responsáveis pelas políticas públicas de educação, ensino superior e saúde.
A sessão constituiu ainda uma oportunidade para refletir sobre os desafios que se colocam atualmente ao ensino médico, nomeadamente no que respeita à qualidade da formação, à capacidade formativa das escolas, à valorização dos profissionais e à necessidade de articulação entre as diferentes instituições que integram o sistema de saúde e de ensino superior.
Com a sua formalização, o CEMP consolidou-se enquanto espaço de cooperação, diálogo e representação conjunta das Escolas Médicas Portuguesas, assumindo uma posição de maior capacidade institucional para contribuir para a discussão e definição das políticas relacionadas com o ensino e a formação médica em Portugal.
A cerimónia terminou com a reafirmação do compromisso das Escolas Médicas Portuguesas em continuar a trabalhar de forma concertada, valorizando a cooperação institucional e o conhecimento produzido pelas próprias instituições na construção de respostas aos desafios presentes e futuros da formação médica.
